"Todos os dias o ciclo se repete, às vezes com mais rapidez, outras mais lentamente. E eu me pergunto se viver não será essa espécie de ciranda de sentimentos que se sucedem e se sucedem e deixam sempre sede no fim."





Caio Fernando Abreu






sexta-feira, 18 de junho de 2010

自畫像

Reside aqui uma serpente, com mil milhas de comprimento

Enrolada sobre si mesma a mil milhas profundas

Os olhos parecem doces, ela tem olhos que parecem doces

Dura e azul, mas macia como os pés dos gatos

Fora da vista ou no elemento da luz

Ela poderia ser um demônio, ela poderia ser um anjo

Com aranhas dentro de uma visão do inferno

Sua espinha é um grito vertical

Lenta como concreto e tão borrada quanto um sonho


Ela gira ao redor e para baixo num eixo central de atrocidade

Abastecida pela inércia, pela profundidade, pelo diâmetro e pela velocidade,

Sua alma- uma ruína retorcida de desespero e dor

E as aranhas em seu interior apenas oram por chuva

Tempo de matança tempo de matança

E de orar pela chuva

A mil milhas de profundidade.

裡

quarta-feira, 16 de junho de 2010

engasgos do semestre anterior- Cuspidas agora


"

Acorda! Você não nasceu pra sonhar..não olhe...se conforme, o seu triunfo é a dor".

"Será que não vê? Ou não quer enxergar? Não olhe...esse não pode ser seu mundo...caia novamente....afunde....Aqui na escuridão você se conhece"..


"Continue mascarando seu rosto.. a lágrima cai não no rosto e sim na alma...Lute e não se deixe sonhar...Não!!...sempre se torna um pesadelo...sempre será!

by 裡

sábado, 12 de junho de 2010

terça-feira, 8 de junho de 2010

AnD lOvE sAy No

SONETO LXV
Se a morte predomina na bravura
Do bronze, pedra, terra e imenso mar,
Pode sobreviver a formosura,
Tendo da flor a força a devastar?
Como pode o aroma do verão
Deter o forte assédio destes dias,
Se portas de aço e duras rochas não
Podem vencer do Tempo a tirania?
Onde ocultar - meditação atroz -
O ouro que o Tempo quer em sua arca?
Que mão pode deter seu pé veloz,
Ou que beleza o Tempo não demarca?
Nenhuma! A menos que este meu amor
Em negra tinta guarde o seu fulgor.



William Shakespeare

WORLD SO HOLLOW

..somos jovens, perdidos e tão apavorados
não há cura para a dor
não há refúgio para a chuva
todas nossas orações parecem falhar
Na alegria e na tristeza meu lar é nos seus braços
em um mundo tão falso
isto está partindo meu coração...

Him

terça-feira, 1 de junho de 2010

W_W MeRcAdO dE cOrPoS

mentes vazias maquiagem máscara tudo como um imenso mercado
dor disfarçada de beleza
horror disfarçado de licor
opiniões que não existem
falam sobre insanidade e eles mesmos são insanos
vazio vazio vazio
senso crítico agora é maldição
é errado ver, é errado falar
produção de robôs
robôs falam de robôs
inferno ao ceú aberto
maldição aos que enxergam
morte aos que vivem mortos pelos vivos-mortos?
melhor se segurar bem firme
a viagem ao vazio só começou
melhor ser amaldiçoado
do que não enxergar

sexta-feira, 28 de maio de 2010