"Todos os dias o ciclo se repete, às vezes com mais rapidez, outras mais lentamente. E eu me pergunto se viver não será essa espécie de ciranda de sentimentos que se sucedem e se sucedem e deixam sempre sede no fim."
Caio Fernando Abreu
Caio Fernando Abreu
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
“A cultura do consumo, cultura do efêmero, condena tudo à descartabilidade midiática. Tudo muda no ritmo vertiginoso da moda, colocada à serviço da necessidade de vender. As coisas envelhecem num piscar de olhos, para serem substituídas por outras coisas de vida fugaz. Hoje, quando o único que permanece é a insegurança, as mercadorias fabricadas para não durar, são tão voláteis quanto o capital que as financia e o trabalho que as gera. O dinheiro voa na velocidade da luz: ontem estava lá, hoje está aqui, amanhã quem sabe onde, e todo trabalhador é um desempregado em potencial.”
(Eduardo Galeano, 2007)
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
O segredo não é esquecer, é lembrar. Adentrar na escuridão, ficar cara à cara com o criminoso que há em nós. Perseguir não a verdade dos números e das massas, mas sim a verdade do um, de nós mesmos. Devemos nos despir de nossa soberba e arrogância: admitirmos que somos miseráveis diante do grande universo em que estamos inseridos. E para que fazermos de tudo pra mostrar somente o nosso lado belo e exuberante se dentro de nós reside também o opaco? Descobrindo o horror no humano, deixando cair o véu que encobre este horror..horror acerca da nossa verdade! E quem disse que conhecer a si mesmo é uma tarefa fácil? Não será por isso que despertou-se tanto repúdio à essas idéias? E não será justamente por isso que preferimos ir sempre encobrindo nossas verdades? Subversão , desconstrução, depararmos com o lado mais obscuro de nosso inconsciente..trazer à tona! Dor necessária que impulsiona e movimenta a vida, a poesia inexplicável do viver.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Tirando as teias, saindo do casulo e tornando-se borboleta!
Sim baby! é o ciclo. Tudo na vida nasce, cresce..
e morre. É verdade, eles mentiram pra nós. Não é como nos filmes, não existem finais eternamente felizes...não existem alegrias eternas. Não somos os mesmos sempre, tudo está em constante mutação, o universo se movimenta e se modifica a cada milésimo de segundos. Nada é estático. A felicidade reside nas coisas mais pequenas e corriqueiras, basta olhá-las. Já parou um minuto do dia de hoje para olhar ao seu redor? Pra contemplar a beleza do leve e singelo movimentar de uma planta? pra contemplar e olhar verdadeiramente nos olhos de alguém? Já parou pra ouvir os sons e gritos da alma? O que existe é o aqui e agora. Não há receitas para a felicidade, assim como não existe uma receita de bolo pra ser feliz. Por isso o que os outros consideram como o certo, como a única forma de encontrar nosso caminho não é necessariamente o caminho que devemos e queremos trilhar.
E aprender a aceitar esse ciclo pode se tornar tão bom, pode fazer com que sejas muito mais feliz. Não falo aqui de felicidade como algo único e eterno, como algo que se deve buscar e alcançar e pronto! Não caro leitor! Vivendo desta forma tudo será dor e decepção. Encontre a felicidade em pequenas coisas. O prazer de um momento, o beijo, o cheiro, a possibilidade de fazer algo que deseja enquanto outras pessoas sequer são capazes de pensar, de viver, de andar. Sentir a felicidade é fazer o seu dia valer à pena, pelo simples fato de fazer algo que deseja, viver algo.
Faça valer à pena! Saia já da frente deste computador. Imagine todas as coisas que deseja ou desejou e que não fez por vários motivos, como por achar que iriam lhe julgar ou qualquer coisa. Faça o seu dia valer...Não pensa que enquanto você está ai reclamando a cada minuto está envelhecendo? Não pensa que daqui à um dia você pode morrer e não ter feito o que queria?
...Temos que respeitar a nossa fraqueza. Então, são lágrimas suaves, de uma tristeza legítima a qual temos direito. Elas correm devagar e quando passam pelos lábios sente-se aquele gosto salgado, límpido, produto de nossa dor mais profunda." (C. Lispector).....mas isso não significa que temos que transformar tudo em decepção! Nada é eterno baby!
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