Ah que nojo...o meu estômago faz reviravoltas do ter-que-conviver
Nojo de tudo em volta..
Que cansaço das pessoas e desse mundo deformado
cansaço..olhos cansados em que nada mais torna-se novidade pois tudo já é sabido, experienciado e doído
Oh que raiva! Raiva imensa
Raiva que nunca passa
Ódio extremo que nutre meu coração deformado
Não confio em mais ninguém e em nada, só em mim
E só eu mesma pra entender o porque, não adiante imaginar que alguém possa entender tudo isso um dia- só eu mesma
A cada dia minha máscara torna-se mais polimorfa e os elos que a ligam ao meu eu ,mais ferozes e insaciavelmente inseparáveis
E essa raiva, e esse ódio crescem por entre meus vasos, nutrem meu sangue e enraizam-se nesse coração emputrecido
Ódio, encenação, manipulação, maldição, ALIMENTO!
A ironia entrelaçasse em cada fiasco de carne do meu corpo liberando estardilhaços a cada segundo
Mal que me atormenta ou que me nutre?
Oh como em tempos de outrora comportei-me como tola sendo sempre a tola dos outros
Agora os papéis se inverteram
A vida é um ciclo
O mundo não para de girar
A cada gesto um propósito
E nada no mundo deixa de ter uma intenção
E nada vem de graça
A revolta nunca cessa, nunca se compreende o porque de ter sido escolhido
E todas as minhas ações agora são conscientemente pensadas e calculadas
Afinal tive bons professores :D
Experimente fazer com os outros o que todos fazem conosco
E se divirta enquanto eles acham que te manipulam e você finge que é manipulado
Minha única companhia? A dor sempre será minha eterna companhia
Nos campos floridos da escuridão
As rosas sempre morrem
E eu serei sempre os espinhos das rosas
Sempre
X_x será que escolhi errado de novo? Será que vou ser uma boa profissional? OMG, odeio pessoas---comofaz? :X
"Todos os dias o ciclo se repete, às vezes com mais rapidez, outras mais lentamente. E eu me pergunto se viver não será essa espécie de ciranda de sentimentos que se sucedem e se sucedem e deixam sempre sede no fim."
Caio Fernando Abreu
Caio Fernando Abreu
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
domingo, 26 de setembro de 2010
Ao ser que salvou meu dia
Não sei porque, mas toda essa imagem de família feliz que podemos ver em algumas ocasiões me dá um certo nojo...e me remete à uma imagem falsa e hipócrita construída com base em princípios criados pela sociedade e muitas vezes "encenados" só para desempenhar os pápeis da teatralidade da vida social (como tudo na vida).
É possível que eu minta pra mim mesma, e esse nojo seja na verdade pura inveja. É possível.
x_X
O dia só não foi perdido por causa desse apaixonante ser aí da foto...
.....foi bom poder dar carinho à alguém e sentir o calor do seu corpinho e seu coração bater..
olhar p/ seus olhinhos inocentes e sem julgamentos que nada me pediam em troca, somente a companhia.
É impressionante como frequentemente penso que os animais são muito mais dignos e sensíveis do que nós, seres humanos não humanos repugnavéis.
E é incrível como são uma companhia perfeita. Se alguém ler isso que postei aqui algum dia, é provável que ache que sou louca. Tudo bem, ache!..talvez um dia poderá perceber isso.
Só sei que é indescritível sentir-se acarinhado e que seu coração ainda bate e sente, embora você não o sinta mais.
:) um dia vou ter o meu!
É possível que eu minta pra mim mesma, e esse nojo seja na verdade pura inveja. É possível.
x_X
O dia só não foi perdido por causa desse apaixonante ser aí da foto...
.....foi bom poder dar carinho à alguém e sentir o calor do seu corpinho e seu coração bater..
olhar p/ seus olhinhos inocentes e sem julgamentos que nada me pediam em troca, somente a companhia.
É impressionante como frequentemente penso que os animais são muito mais dignos e sensíveis do que nós, seres humanos não humanos repugnavéis.
E é incrível como são uma companhia perfeita. Se alguém ler isso que postei aqui algum dia, é provável que ache que sou louca. Tudo bem, ache!..talvez um dia poderá perceber isso.
Só sei que é indescritível sentir-se acarinhado e que seu coração ainda bate e sente, embora você não o sinta mais.
:) um dia vou ter o meu!
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
sábado, 18 de setembro de 2010
"Por trás desta máscara não há só carne,
Há uma idéia
E idéias são à prova de balas"
V for Vendetta
Morte aos pobres de senso crítico, morte à todo e qualquer sistema que nos prende transformando-nos em marionetes..morte a todo esse manicômio do cotidiano fazendo-nos ficar mais e mais distantes da verdade..e não falo de verdade como algo que seja o certo, e sim sobre a incansável vontade de saber mais e mais, pensar e ter o direito ao senso crítico, afinal essa é a pulsão primordial da existência humana.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Eles não conseguiram me segurar
Outro desajustado,
Outra cidade em chamas
Não joguei pelas regras e eu nunca realmente me importei....
....Olho e vejo que não sou apenas eu
Tantos outros estiveram onde estou..
..Passamos nossas vidas em julgamento,
Andamos uma milha eterna - somos a juventude selvagem.."
Youth Gone Wild + Skid Row
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
"Uma mulher de cabelos vermelhos, sentada em um balanço, vai para cima e para baixo sem cessar. Olhando fixamente para frente, sorri o tempo todo com a boca entreaberta. Veste uma roupa cinza cheirando a naftalina e suas mãos sangram segurando as cordas do balanço. Não parece ser nova nem velha. Apesar das rugas, o tempo no seu rosto não tem data. Quanto mais vai para cima e para baixo, mais a cor dos cabelos se transforma. O vento toca no vermelho e solta faíscas feito brasa assoprada. A pele muito brnaca contrasta com o sangue nas mãos. Não sente dor, não geme, e não parece triste e nem alegre, apenas balança intensamente, acompanhada de um sorriso misterioso. Dizem que está lá há muitos anos. Chovendo, trovejando, ou sob sol, eis a mulher em seu assento que não pára de descer ou subir. Preso entre árvores, o balanço não transmite o lirismo dos quintais da infância. O cheiro de carambola não existe. O cheiro é outro, aliás são outros. O quintal transmite a sensação de não ter chão. Ela voa, segurando as cordas soltando faíscas. Algumas pessoas param para olhá-la, outros riem, algumas irritadas tentam falar alguma coisa, pedem para parar de voar, de exibir as cordas molhadas de sangue, mas ela não escuta e o movimento persiste. Chegando mais perto do brinquedo misterioso, o sorriso da mulher que vai pra lá e pra cá torna-se claro. Não é uma bruxa e nem profeta, é laica e irônica. O sorriso de boca entreaberta revela uma ironia sagrada que incomoda e enfeitiça. Entrnado em seu ritual profano, os olhares mudam de intensidade. A mulher de cabelos vermelhos faz com que os espectadores mais atentos se sintam com os pés presos ao chão. A sensação deste momento é um peso na sola do pés tragados por raízes lá de baixo, imobilizando os que entram em seu sorriso e se encantam pelas brasas de seus cabelos..Dizem também que ela fala sem falar, que algumas vozes são emitidas de seus cabelos quando alguém se permite viver um hipnótico encontro com seu balanço. Quando o vento sopra mais forte, o cheiro de naftalina some de suas roupas e escutamos barulhos de ondas com cheiro de mar. Em seu sorriso que não é alegre e nem triste, ela ironiza a profundidade e o oculto do humano. Na superfície de seu corpo, diferentes tempos e intensidades desassossegam os que tentam lhe dar um nome ou concluir uma história. Na superfície dos cabelos, da pele branca, da mão que sangra segurando as cordas, da boca entreaberta que emite vozes que não são só suas, ela convida quem observa a multiplicar o olhar.
O inevitável não existe para está mulher."
Luis Antonio Baptista
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